A Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS), instituição especializada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na área da saúde, acompanha com especial atenção a evolução da situação sanitária na Nigéria, na sequência da confirmação, a 20 de outubro de 2026, de um caso importado de doença por vírus Ébola na capital federal, Abuja.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades sanitárias nigerianas, a paciente, recentemente chegada do Uganda, apresentou os primeiros sintomas a 7 de outubro de 2026, tendo sido assistida numa unidade de saúde privada em Abuja, a 11 de outubro de 2026. O diagnóstico foi confirmado através de análises laboratoriais a 20 de outubro de 2026.
A Organização Oeste Africana da Saúde acompanha de perto a evolução da situação, em articulação com o Centro Nigeriano de Controlo de Doenças (NCDC), as autoridades sanitárias nacionais e os mecanismos regionais de vigilância epidemiológica.
No âmbito do seu mandato de coordenação regional em matéria de prevenção, preparação e resposta a emergências sanitárias, a OOAS mantém-se plenamente mobilizada para apoiar os Estados-Membros no reforço da vigilância epidemiológica e na prevenção dos riscos de propagação transfronteiriça. Neste contexto, a OOAS assegura um acompanhamento regular em articulação com o Centro Nigeriano de Controlo de Doenças (NCDC) e realizou, a 21 de outubro de 2026, uma reunião de informação com os diretores dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (INSP) dos Estados-Membros da CEDEAO.
A OOAS recorda que a deteção precoce, a notificação rápida de casos suspeitos, a vigilância epidemiológica e a coordenação entre os serviços de saúde constituem elementos essenciais para prevenir e controlar a propagação de doenças com potencial epidémico.
Neste sentido, a OOAS apela às populações para que se mantenham vigilantes e respeitem as seguintes recomendações:
- Lavar frequentemente as mãos com água limpa e sabão (ou utilizar uma solução antisséptica de base alcoólica).
- Evitar qualquer contacto direto com o sangue e os fluidos corporais (vómito, fezes, urina, saliva e suor) de pessoas doentes ou falecidas, bem como com as suas roupas, lençóis e objetos pessoais.
- Não manusear os corpos de pessoas falecidas por causas suspeitas, privilegiando a realização de funerais dignos e seguros, conduzidos por equipas devidamente formadas.
- Evitar tocar ou consumir carne de animais selvagens; não manusear animais encontrados mortos ou doentes (morcegos, primatas, entre outros) e assegurar que toda a carne seja bem cozinhada.
- Em caso de sintomas compatíveis com a doença (febre súbita, fadiga intensa, dores, vómitos, diarreia ou hemorragias), contactar ou dirigir-se imediatamente a uma unidade de saúde. Evitar deslocações não essenciais às zonas afetadas e, caso a viagem seja inevitável, cumprir rigorosamente as orientações sanitárias oficiais.
A Organização Oeste Africana da Saúde recomenda igualmente às populações que privilegiem as informações divulgadas por fontes oficiais e evitem a propagação de rumores ou de informações não verificadas.
A OOAS reafirma o seu compromisso de trabalhar em estreita colaboração com os Ministérios da Saúde dos Estados-Membros da CEDEAO e com os parceiros técnicos e financeiros, com vista a reforçar a segurança sanitária regional e a proteger a saúde das populações da África Ocidental.
A OOAS continuará, através do Centro Regional de Vigilância e Controlo de Doenças (CRSCM) da CEDEAO, agência especializada da OOAS sediada em Abuja, na Nigéria, a acompanhar atentamente a evolução da situação e a comunicar, em coordenação com as autoridades sanitárias competentes, qualquer informação relevante que exija especial atenção por parte das populações.